segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Cornetada na corrente!

Sim, hoje vim aqui só para dar uma "cornetada" naquilo que considero um dos maiores inimigos públicos dos usuários de e-mail: as malditas "correntes". Depois dos vírus e spams, não há nada pior para chegar na sua caixa de entrada. Mas para dar corpo a esta reclamação, lembremos das origens não tão remotas das "correntes". Na época em que devotados supersticiosos se lançavam pelas ruas de sua vizinhança, em busca de caixas de correios escolhidas aleatoriamente (claro que, quanto mais perto fosse, melhor, pois andava-se menos), você sempre corria o risco de ser contemplado com uma benção maravilhosa, uma sorte incrível, a própria fortuna em forma de uma simpática cartinha que contava "causos" de pessoas que enriqueceram do dia para a noite, curaram-se de doenças, e por aí vai. E por que elas foram abençoadas? Porque elas não quebraram a tal da corrente. Bastaria você repassar 7, 8, 10 ou muito mais cartas como aquela (e isso incluía o artesanal trabalho de escrever carta por carta manualmente, e também o braçal esforço de ir colocando as cartas nas caixas de correio por aí) que você também seria agraciado de alguma forma. Mas calma, nem tudo era assim tão lindo. Se você não fizesse isso... ai de você! Você perderia seu emprego, morreria de uma grave doença, perderia sua família num desastre nuclear, seria abduzido por extra-terrestres malignos e teria seu cérebro sugado por eles! Dava um medo danado, não dava? Não!! Dava era uma raiva tremenda! Algum desocupado qualquer tinha te rogado aquela praga de "escrever e repassar ou ignorar e se f****". Mas a tecnologia fez o favor de facilitar tudo, inclusive a vida desses pentelhos. Hoje tudo piorou. Porque não bastasse o fato dessas tais correntes serem infindáveis e muito frequentes, são SEUS PRÓPRIOS AMIGOS QUE TORTURAM VOCÊ COM ELAS!! Por isso, eu imploro:

PAREM COM AS CORRENTES!! Ninguém morre de não passar corrente, do contrário eu já estaria com certeza na minha milésima oitava encarnação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário